sábado, 7 de março de 2015

Nosso espelho...


Enfim, depois de tanto erro passado 
 Tantas retaliações, tanto perigo
 Eis que ressurge noutro o velho amigo
 Nunca perdido, sempre reencontrado. 
 É bom sentá-lo novamente ao lado 
 Com olhos que contêm o olhar antigo
 Sempre comigo um pouco atribulado
 E como sempre singular comigo.
 Um bicho igual a mim, simples e humano
 Sabendo se mover e comover 
 E a disfarçar com o meu próprio engano.
 O amigo: um ser que a vida não explica
 Que só se vai ao ver outro nascer 
E o espelho de minha alma multiplica...

 Vinicius de Moraes

 Hoje, ame intensamente e Seja muito feliz. 
Felicidades...

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