segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Murmúrios, segredos...


Lábios que encontram outros lábios
 num meio de caminho, como peregrinos 
interrompendo a devoção, nem pobres
 nem sábios numa embriaguez sem vinho
 que silêncio os entontece 
quando de súbito se tocam e,
 cegos ainda, procuram a saída
 que o olhar esquece
 num murmúrio de vagos segredos?
 É de tarde, na melancolia turva dos poentes,
 ouvindo um tocar de sinos
 escorrer sob o azul dos céus quentes,
 que essa imagem desce de agosto,
 ou setembro, e se enrola
 sem desgosto no chão obscuro
 desse amor que lembro.

 Nuno Júdice 

 Hoje, ame intensamente e Seja muito feliz. 
Felicidades...

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