Podou-me o inverno as asas translúcidas de sonhos
E abriguei-me encolhida a esperar a primavera
Passaram-se os dias insípidos, bisonhos
e vi sangrar o escarlate de Minh 'alma nessa espera.
Meu vizinho era o vento que embaralhava meus cabelos
e pelas tumbas cinzentas zunia e espalhava folhas
Eu o ouvia gargalhar, a zombar de minhas escolhas,
e por deixar-me podar, vaticinou-me mil flagelos.
Quanto tempo esperar, antes de dar o primeiro passo...?
Por quantos meses, dias, aguardar a natureza...?
Meu coração impetuoso já rangia em tal cansaço
que tentou convencer-me de que esperar era fraqueza.
Tenha calma, falaram-me as andorinhas...o verão está bem perto
Mas ninguém me ensinou a dosar movimento e indolência
Posso perder se espero, não sei avançar no momento certo...
E nesse intervalo, o escultor tempo molda meu coração com paciência...
Bíndi
Hoje, ame intensamente e Seja muito feliz.
Felicidades