quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Como eu passei...


Quando, à primeira vez, lhe vi a grandeza,
 Foi nos tempos da longe meninice.
 E quedei-me à mudez de quem sentisse
 A alma de Pasmos e terrores presa. 
Depois, na mocidade, a olhá-lo, disse:
 É moço o mar na força e na beleza!

 Mas, ao dia apagado e à noite acesa,
 Hoje o sinto entre as brumas da velhice.
 Distanciado de escarpas e barrancos,
 Vejo-o a morrer-me aos pés, calmo, ao abrigo 
Das grandes fúrias e os hostis arrancos.

 E ao contemplá-lo assim, tristonho digo,
 Vendo-lhe, a espuma, os meus cabelos brancos:
 O velho mar envelheceu comigo! 

 Emílio de Meneses 

Hoje, Ame intensamente e Seja muito feliz.
 Felicidades...

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