segunda-feira, 17 de julho de 2017

Esperanças...


Nessas horas de silêncio,
 De tristezas e de amor,
 Eu gosto de ouvir ao longe,
 Cheio de mágoa e de dor,
 O sino do campanário 
Que fala tão solitário
 Com esse som mortuário
 Que nos enche de pavor.
 Então — proscrito e sozinho 
— Eu solto aos ecos da serra 
Suspiros dessa saudade
 Que no meu peito se encerra.
 Esses prantos de amargores
 São prantos cheios de dores:
 — Saudades — dos meus amores,
 — Saudades — da minha terra !

 Casimiro de Abreu

Hoje, ame intensamente e Seja muito feliz.
 Felicidades...

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