segunda-feira, 9 de maio de 2016

Miragem...


Aquela, que eu adoro, não é feita 
 De lírios nem de rosas purpurinas,
 Não tem as formas languidas, divinas
 Da antiga Vénus de cintura estreita...
 Não é a Circie, cuja mão suspeita
 Compõe filtros mortais entre ruínas,
 Nem a Amazona, que se agarra ás crinas
 D'um corcel e combate satisfeita... 
 A mim mesmo pergunto, e não atino 
 Com o nome que dê a essa visão,
 Que ora amostra ora esconde o meu destino... 
 É como uma miragem, que entrevejo,
 Ideal, que nasceu na solidão,
 Nuvem, sonho impalpável 
Do desejo... 

 Antero de Quental 

 Hoje, ame intensamente e Seja muito feliz. 
Felicidades...

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