sexta-feira, 18 de março de 2016

Horas de silêncio...


Nas horas mortas da noite 
Como é doce o meditar
 Quando as estrelas cintilam
 Nas ondas quietas do mar;
 Quando a lua majestosa
 Surgindo linda e formosa,
 Como donzela vaidosa
 Nas águas se vai mirar!
 Nessas horas de silêncio,
 De tristezas e de amor,
 Eu gosto de ouvir ao longe,
 Cheio de mágoa e de dor,
 O sino do campanário 
Que fala tão solitário 
Com esse som mortuário
 Que nos enche de pavor.
 Então — proscrito e sozinho —
 Eu solto aos ecos da serra
 Suspiros dessa saudade
 Que no meu peito se encerra.
 Esses prantos de amargores
 São prantos cheios de dores:
 — Saudades —
 dos meus amores, —
 Saudades — da minha terra !

 Casimiro de Abreu 

 Hoje, ame intensamente e Seja muito feliz. 
Felicidades....

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