quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Todas as noites...


O tempo não me devolve,
 mas mata as saudades que sinto do que fui.
 Ajuda -me a contemplar as ausências,
 as lascas que de mim já levaram.
 É no berço dos meus olhos
 que adormeço as lágrimas irrequietas.
 Que anoiteço os dias e amanheço todas as noites. 
É ele que me estende os braços,
 me beija fora de horas.
 De mim tudo sabe e tudo me ensina.
 Dá-me as asas que nunca tive, e o sossego do olhar.
 Dá-me a vontade e a fome, os sorrisos e o chorar.
 Dá-me todas as razões de Amar depois de Amar....
 Deixai-me escrever ao tempo, as palavras que me ensinou. Muitas vezes foram ditas outras o ventou as levou.
 O tempo não padece, nem pode padecer.
 Quando isso acontece sinto-me desfalecer.
 O tempo é a maior regalia que se pode perder. 
 Não há dinheiro nem destreza que o possa reverter. 
 A minha indeterminada, lição! . ... 
Tempo!

 Ana 

 Hoje, ame intensamente e Seja muito feliz. 
Felicidades...

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