domingo, 2 de agosto de 2015

Teu peito.


Para o meu coração
 basta o teu peito, para a tua liberdade
 as minhas asas.
 Da minha boca chegará até ao céu
 o que dormia sobre a tua alma.
 És em ti a ilusão de cada dia.
 Como o orvalho tu chegas às corolas.
 Minas o horizonte com a tua ausência.
 Eternamente em fuga como a onda. 
 Eu disse que no vento
 ias cantando como os pinheiros
 e como os mastros.
 Como eles tu és alta e taciturna.
 E ficas logo triste, como uma viagem.
 Acolhedora como um velho caminho.
 Povoam-te ecos e vozes nostálgicas.
 Eu acordei
 e às vezes emigram e fogem pássaros
 que dormiam na tua alma.

 Pablo Neruda

 Hoje, ame intensamente e Seja muito feliz.
 Felicidades...

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