domingo, 23 de agosto de 2015

Essências...


Tatuas-me de incertezas,
 reservas-me os domínios da dor,
 incendeias-me com odores, 
preenchendo cada recanto meu de fraquezas. 
Levas-me à memória que eu julgava esquecida.
 Consomes o tempo como se ele te escasseasse e aprisionas-me na tua teia comprometida.
 A melodia que ecoa no radio
 É um prenuncio da tua partida
 Cada despedida torna-se um gládio
 E dentro de mim abre-se uma nova ferida.
 Vejo-te partir transparente
 no nevoeiro no primeiro canto da manhã.
 O tempo, o melhor conselheiro,
 segreda-me imperceptivelmente 
o teu regresso e deste modo tornas-te
 a essência do meu esquecimento.
 O ar alia-se a tudo o que confesso
 e esmorece-se quente no vidro da janela.
 Não é tela, não é página,
 é pensamento perdido no tempo e no espaço. 
A dor que esmaga,
 a dor que não se vê
 a dor que se traduz num sorriso
 que zela por um dia solarengo,
 um dia em que me esqueça
 de te lembrar, meu amor… 

 Inês Montenegro

 Hoje, ame intensamente e Seja muito feliz. 
Felicidades...

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