terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Amor, águas cristalinas...


Dize-me, amor,
 como te sou querida,
 Conta-me a glória do teu sonho eleito, 
 Aninha-me a sorrir junto ao teu peito,
 Arranca-me dos pântanos da vida.

 Embriagada numa estranha lida,
 Trago nas mãos o coração desfeito,
 Mostra-me a luz,
 ensina-me o preceito 
 Que me salve e levante redimida! 

 Nesta negra cisterna em que me afundo,
 Sem quimeras, sem crenças, sem ternura,
 Agonia sem fé dum moribundo, 
 Grito o teu nome numa sede estranha,
 Como se fosse, amor, toda a frescura
 Das cristalinas águas da montanha!

 Florbela Espanca,

 Hoje, Ame intensamente e Seja muito feliz.
 Felicidades...

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