terça-feira, 13 de agosto de 2013

Noites calmas.


Noite calma,
 avançada, madrugada feita...
 A lua, não sei como,
 perfurou meu teto.
 Sua luz do chão à cama,
 faz um ângulo reto e caprichosamente,
 vem comigo e deita.
 Assim como donzela,
 ela ornamenta e enfeita,
 O meu quarto tão escuro, ávido de afeto. 
E, creio que me imagina um homem-objeto,
 pois passa sobre mim, se esbalda e se deleita.
 Do modo como veio, a luz se vai embora,
 em um momento incerto, insólito, impreciso,
 Lembrando meus amores de certa maneira, 
 que, igual à mesma lua, escolhem triste hora,
 para abandonar-me
 quando eu mais preciso ...
E assim tem sido sempre,
 pela vida inteira...

 Jenário de Fátima

 Hoje, Ame Intensamente e Seja muito Feliz. 
Felicidades...

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