domingo, 30 de junho de 2013

Olhar de mistério.



Lembra-me sempre
 a viagem,
 a grande, a estranha viagem.
 As mulheres brincavam e riam
 ao pé das enormes fogueiras.
 Rostos da cor do bronze, 
olhares misteriosos,
 E mãos escuras para todos os misteres.
 Lembra-me sempre a viagem,
 as estradas perdidas 
 Por onde seguíamos
 atrás das auroras ingênuas
 Que corriam cantando,
 e atrás das horas fugidias
 — Horas que pareciam dançar ao ruído de pandeiros.
 Era tudo uma grande inocência e descuido. 
 O futuro sombrio, as ambições, os medos, 
 Não me lembro de os ter sentido nesses tempos. Colhíamos, então,
 flores e frutos nos caminhos,
 Amávamos o amor nas morenas mulheres,
 E adormecíamos à mercê dos ventos e das chuvas. 

Augusto Frederico Schmidt

 Hoje, Ame Intensamente e Seja muito Feliz. 
Felicidades...

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